sábado, 30 de outubro de 2010

Museu da República

Museu da República: "– Enviado usando a Barra de Ferramentas Google"

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Ladislau Dowbor - Educação e tecnologia - Maio 2004

       Olá pessoal , a discução do uso da tecnologia na educação está presente em todos os cursos de formação no momento, este video sobre as tecnologias, nos alerta sobre a necessidade de formar om professor para o uso dessas tecnologias, pois elas estão em todos lugares e" precisamos a disponibilização para qualquer pessoa em qualquer idade e lugar para ter acesso para interagir entre trabalho e educação" L.Dowbor, as opções que o entrevistado nos oferece abre um leque muito amplo da tecnologia sendo usada para a formação entre educação e vida profissional.Assistam e comentem o que acham de suas idéias.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

27 habilidades que seu filho precisa para viver bem e a escola não ensina.

Todo mundo sabe que nosso sistema escolar, em geral, não está proporcionando a nossas crianças o básico de leitura, escrita e as demais habilidades necessárias para ser competitivo no mercado de trabalho atual (claro que estou generalizando, mas não pretendo discutir isso aqui).
Só que há muito mais na vida do que esses temas básicos e, a menos que você tenha fantásticos professores dispostos a romper os modelos de ensino estabelecidos, seu filho não está aprendendo coisas cruciais que ele PRECISA para a vida.
Pense sobre suas próprias experiências. Quando você saiu do ensino médio, sabia tudo que era necessário para ser independente, sobreviver e ter sucesso na vida? Tenho certeza de que sua resposta foi não. E digo mais, se você teve sorte, saiu de lá sabendo ler, com alguns conceitos de história e matemática. E com mais sorte ainda, adquiriu alguns hábitos de estudo que lhe ajudaram durante aquela época.
Mas você estava preparado para a vida? É claro que não! A não ser que seus pais tenham lhe feito esse favor. O fato é que muitos de nós desperdiçamos boa parte da nossa vida adulta jovem exatamente por não conhecermos tais habilidades — e as consequências estendem-se por muitos e muitos anos.
“Aprender essas coisas faz parte da vida”, você pode dizer. Mas é possível preparar seu filho um pouco antes dele fazer tudo sozinho. Se não podemos contar com a escola, então façamos nós mesmos.
As dicas seguintes são um “currículo de vida” básico que uma pessoa deveria aprender antes de se tornar adulta. Provavelmente há dezenas de outras habilidades que você pode adicionar a essa lista, mas ao menos esse pode ser um ponto de partida.
Uma nota sobre como ensinar isso tudo: Esses assuntos não podem ser ensinados por livros ou nada do gênero. Eles só podem ser transmitidos com uso de exemplos práticos e conversas mostrando como a coisa funciona. Além disso, é fundamental permitir que a própria criança (ou adolescente) execute as tarefas (sendo supervisionado, no início). Uma vez que você tenha lhe falado sobre a habilidade, mostrado como desenvolvê-la (ou executá-la), deixe-o fazer sob sua supervisão. Dê ao seu filho a confiança que ele precisa e deixe-o aprender com seus próprios erros. Depois, tenha uma nova conversa para checar o que ele aprendeu.

Finanças

Finanças
  • Economizar: Gastar menos do que você ganha. Essa é uma máxima muito simples, mas que pouquíssimos jovens adultos entendem ou sabem seguir. Ensine desde cedo a colocar parte do que ele recebe no banco (sim, abra uma conta de banco só dele). Ensine-o como definir um objetivo para suas economias e zelar por ele, até arrecadar o suficiente para comprar o que tanto deseja.
  • Controle financeiro: Muitos de nós adultos deixamos isso de lado. E sofremos por causa disso. O fato que é não temos o conhecimento e as habilidades necessárias para tornar o controle financeiro um hábito. Ensine seu filho técnicas simples para controlar seu dinheiro, assim ele não terá problemas quando adulto. Você pode esperar até a adolescência para ensinar isso — também é algo muito bom pois ele vê porque os conhecimentos de matemática são necessários.
  • Pagar contas: Dê a ele contas para pagar e faça com que pague no prazo certo. Ensine como fazer um cheque, fazer pagamentos online, e como ter certeza de que nunca terá as contas atrasadas — pagando-as imediatamente ou automaticamente.
  • Investir: O que é um investimento e por que isso é necessário? Como fazer e quais as melhores maneiras de fazer? Como pesquisar um investimento? Essa é uma boa conversa para ter com seu garoto.
  • Moderar. Isso é algo para ensinar desde cedo. Como comprar de forma a fazer um bom negócio, comparar produtos de diferentes preços e qualidades, deixar coisas supérfluas por último e não agir pelo impulso, cozinhar em casa ao invés de sair para almoçar etc. Quando nós vamos ao shopping e compramos sacolas e sacolas — no natal, por exemplo –, estamos ensinando exatamente o contrário do que deveríamos.
  • Cartão de Crédito: Esse é um grande problema para muitos adultos. Ensine a responsabilidade que envolve usar um cartão de crédito, como deixá-lo de lado quando não for necessário, como evitar um débito enorme no final do mês, enfim, como usá-lo da maneira correta.
  • Aposentadoria: É melhor trabalhar duro por um longo tempo e depois se aposentar ou tirar mini aposentadorias durante a vida? Isso é uma questão pessoal (e a maioria das pessoas escolhe a primeira opção), mas é bom que seu filho conheça ambas, os prós e contras de cada uma e como alcançá-las. Fale também sobre a importância de começar a investir na aposentadoria ainda quando jovem e a diferença que isso pode fazer, devido aos juros acumulados.
  • Caridade: Por que esse é um importante uso para o dinheiro e como tornar isso um hábito regular. Essa não é apenas uma questão financeira, mas também social. Mostre como voluntariar seu tempo e esforço.

Pensamento

Pensamento
  • Pensamento crítico: Uma das habilidades mais importantes que não é ensinada na escola. Hoje em dia, nós estamos cada vez mais sendo manipulados como robôs: ouvir o professor sem questionar, aceitar o que nos dizem e não refletir sobre aquilo, a sermos bons “colaboradores” e ficarmos calados. Se você é um empregador, talvez queira que seus funcionários sejam assim, e se você é um político, talvez queira que o povo seja assim. Mas como você quer que seu filho seja? Alguém que não questiona, um cidadão/empregado/estudante ignorante? Se esse for seu desejo, vá em frente. Caso contrário, comece a praticar com ele os hábitos de perguntar “por quê?”, de procurar respostas — não simplesmente esperar que elas o encontrem — e de questionar a autoridade alheia. Nunca há apenas uma resposta certa. A conversa é o melhor caminho para treinar essas habilidades.
  • Ler: Claro, nós somos estimulados a ler. Mas a escola geralmente torna isso entediante e chato. Mostre os maravilhosos mundos que existem em sua imaginação através da leitura. Mostre como encontrar conteúdo do mundo inteiro através da internet e como avaliar sua credibilidade, lógica e coerência.

Sucesso

Sucesso
  • Pensamento positivo: O pensamento crítico é uma habilidade importante, mas também é necessário que tenhamos uma visão positiva da vida. Claro, as coisas podem estar dando errado agora, mas elas sempre podem mudar para melhor. Ensine a encontrar soluções ao invés de desculpas. E o mais importante: a acreditar em si mesmo e bloquear pensamentos negativos.
  • Motivação: Ensine que disciplina não é a chave para alcançar um objetivo, mas sim motivação. Mostre diferentes formas de manter-se motivado e como nos sentimos bem ao alcançar um objetivo. Inicie fazendo-o praticar com objetivos pequenos e fáceis e deixe-o desenvolver essa habilidade.
  • Procrastinação: Esse é um problema que todos nós enfrentamos quando adultos (e mesmo quando crianças). Devemos reservar algum tempo para simplesmente não fazer nada, mas quando há algo para fazer que realmente deve ser feito, como podemos deixar a preguiça de lado e não “deixar para amanhã”? Ensine as razões por trás da procrastinação e como lidar com elas.
  • Paixão: Um dos caminhos mais importantes para ter sucesso é encontrar algo pelo qual você tenha paixão. Seu filho ainda não sabe a resposta devido a idade, mas você deve mostrar como encontrar essa paixão, como lutar por ela e porque ela é tão importante.

Social

Social
  • Anti-competição: Quando crianças, nós somos ensinados a ser competitivos. No mundo adulto, portanto, esse é um comportamento comum. Como resultado disso, temos falta de estabilidade, problemas emocionais, ressentimentos e outras coisas que não ajudam em nada na nossa vida. Ao invés disso, ensine seu filho que há espaço para todos obterem sucesso e como vai ser muito melhor ajudar alguém a ter sucesso junto com você, ao invés de “pisar” nas pessoas. Ensine que fazer amigos e aliados é muito melhor que fazer inimigos. Ensine sobre cooperação e trabalho em equipe antes de ensiná-lo competir.
  • Compaixão: A escola, ao invés de ensinar as crianças como lidar com os outros e não fazê-los sofrer, ensina exatamente o contrário. Ensine como colocar-se no lugar dos outros, em várias situações, tentar entendê-los e ajudar acabar com seu sofrimento.
  • Amor: Compaixão é um sentimento fraterno. O amor é diferente porque ao invés de querer amenizar o sofrimento dos outros, você quer sua felicidade. Ambos são cruciais.
  • Saber ouvir: Na escola, nossos filhos são ensinados a ouvir ou como falar com as outras pessoas? A resposta é não. Talvez seja por isso que muitos adultos simplesmente não sabem conversar. Ensine como ouvir as outras pessoas, entender o que elas dizem e interagir quando necessário.
  • Conversação: É muito relacionada com saber ouvir. A escola ensina que conversar é algo ruim na maioria dos casos. Mas pelo contrário, na maioria dos casos, conversar é algo necessário. Essa é uma habilidade social extremamente importante que deveria começar em casa. Ensine seu filho a conversar com, ao invés de falar para.

Habilidades Práticas

Habilidades Práticas
  • Carros: Por que os carros são necessários (não, não para exibir para os amigos), como comprar um carro bom e como cuidar dele. Como funciona o motor, o que pode dar problemas e como consertá-los. Você não precisa ser um grande mecânico, mas ensine o básico. Acho que eu não precisaria falar que isso serve tanto para meninos quanto para meninas, mas…
  • Casa: Como consertar coisas dentro de casa e como manter tudo funcionando. Encanamento, eletricidade, aquecimento e resfriamento, pintura, cobertura, gramado e tudo o mais que for preciso. Mostre as ferramentas e ensine o básico sobre essas pequenas manutenções. Ah! E também quando saber que é hora de chamar um profissional.
  • Limpeza: Muitos adultos vivem sem saber usar uma máquina de lavar roupas, limpar a casa decentemente e mantê-la organizada. Eles sequer têm uma rotina de limpeza semanal ou mensal. Ensine ao seu filho como fazer tudo isso, ao invés de simplesmente mandá-lo fazer.
  • Organização: Como manter a papelada organizada, as coisas em seus lugares, seguir uma lista de afazeres e focar-se nas tarefas mais importantes.

Felicidade

Felicidade
  • Viver o agora: Por alguma razão, isso nunca é ensinado a nós quando crianças. Na verdade, quanto mais jovens somos, mais natural é esse comportamento. Quando envelhecemos, começamos a pensar sobre o futuro e o passado, e deixamos o presente de lado.
  • Aproveitar a vida: As crianças não têm muitos problemas com isso, mas alguns avisos sobre sua importância e lembrar de fazer isso quando adultos, podem ser úteis. Seja um bom exemplo e seu filho o seguirá.
  • Encontrar um propósito: Não importa se é um propósito religioso, um propósito de fazer sua família feliz, ou de encontrar sua vocação. Ter um propósito na vida é extremamente importante. Ensine seu filho a importância disso e como encontrar seu próprio propósito.
  • Desenvolver relacionamentos íntimos: O melhor meio de ensinar isso é desenvolvendo um relacionamento íntimo com seu filho e modelar isso com seu cônjuge. Ensine a criança como desenvolver relacionamentos desse tipo e fale sobre sua importância. Não esqueça de falar que todos os relacionamentos têm fases ruins, mas com comunicação, empatia e compromisso, podemos passar por elas.
Você sabe de alguma habilidade que podemos acrescentar a essa lista? Vamos conversar nos comentários :)
http://www.lendo.org/
Texto adaptado e traduzido do Blog Zen habits, o post original pode ser encontrado em 27 Skills Your Child Needs to Know That She’s Not Getting In School


Elaboração de Projetos

Este vídeo faz parte do curso do E-proinfo que estou fazendo de Elaboração de Projeto e foi muito usado esses dias na minha escola por alguns professores para elaborar aulas com projetos, achei interessante colocar para todos, abraços.
referente a: Elaboração de projetos EIXO 2: Currículo (ver no Google Sidewiki)

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

"Tá" reclamando de quê ???


 Queridos recebi esse texto de várias pessoas e toda vez que eu o leio e concordo com ele fico pensando" TÔ" reclamando de quê? Pois afinal sou como a maioria dos brasileiros descritos abaixo:  nunca saqueei cargas de veiculos é verdade... sempre achei muito perigoso aquele ajuntamento de gente; não estaciono em local proibido a multa é alta para mim, e no momento nem carro possuo; não troco voto por nada mas muitas vezes votei em indicações do partido que iam contra todas as minhas convicções pessoais, coisas de comunistas; Fila dupla na escola até tripla já tentpou pegar sua filha em grandes centros no seu horário de trabalho???
 

 " Reclamando do Lula? do Serra? da Dilma? do Arruda? do Sarney? do Collor? Do Renan? do Palocci?  do Delubio? Da Roseane Sarney? Dos políticos distritais de Brasília? do Jucá? do Kassab? dos mais 300 picaretas do Congresso? E você?
 

Brasileiro
Reclama De Quê?

O Brasileiro é assim:

1. - Saqueia cargas de veículos acidentados nas estradas.
Nunca saqueei cargas de veiculos é verdade... sempre achei muito perigoso aquele ajuntamento de gente, mas já torci para tombar uma carreta da kibon na minha porta ou da skol;
2. - Estaciona nas calçadas, muitas vezes debaixo de placas proibitivas.
Não estaciono em local proibido a multa é alta para mim, e no momento nem carro possuo;
3. - Suborna ou tenta subornar quando é pego cometendo infração. Eu nunca ofereci, eles sempre pedem primeiro, não é sempre assim???
4. - Troca  voto por qualquer coisa: areia, cimento, tijolo, dentadura.
Não troco,não vendo meu voto por nada, mas muitas vezes votei em indicações do partido que iam contra todas as minhas convicções pessoais, coisas de comunistas;
5. -  Fala no celular enquanto dirige. Perigoso, têm multa;
6. -Trafega pela direita nos acostamentos num congestionamento. Perigosissimo, nunca viu os acidentes! Só doido...
7. - Para  em filas duplas, triplas em frente às escolas. F
ila dupla na escola? Até tripla, já tentpou pegar sua filha em grandes centros no seu horário de trabalho???
8. - Viola  a lei do silêncio. Amo silêncio quando "Eu" quero descançar
9. - Dirige após consumir bebida alcoólica. Uma cervejinha, um vinhozinho???? Quem sabe uma garrafinha de stoluichinaya, ainda bem Senhor que me tiraste dessa vida;
10. - Fura filas nos bancos, utilizando-se das mais esfarrapadas
desculpas. Só quando é caso de vida ou morte, de gato da vizinha, periquito do tio-avô do cunhado do meu vizinho, e tem alguêm conhecido na fila, há tem a fila do almoço na escola, da janta, mas "os professores podem" isso não conta;
11. - Espalha mesas, churrasqueira nas calçadas. Pra quê? Vender rifa?Bingo? Cerveja no carnaval???? Só por uma boa causa; 

12. - Pega atestados médicos sem estar doente, só para faltar ao
trabalho. Numa hora dificíl, aquela manhã que você nem lembra seu nome... tudo é permitido, mas agora você tira da net é mais rapido,pratico e barato;  

13. - Faz    " gato " de luz, de água e de tv a cabo. Já pensou vizinha cortaram minha luz "Hoje" vou ter que fazer um gato, eu nem sabia que tinha vencido!!! 
14. -  Registra imóveis no cartório num valor abaixo do comprado,
muitas vezes irrisórios, só para pagar menos impostos. Gente vocês já viram o valor do imposto??? Com esse valor comprava outra casa, e ainda por cima não fazem nada que presta com nosso dinheiro, tenta ir no SUS, veja o ensino público, as estradas, meu Deus! e ainda querem receber uma fortuna em imposto, o meu não;
15. - Compra  recibo para abater na declaração do imposto de
renda para pagar menos imposto.  Vendem é??? Onde????
16. - Muda a cor da pele para ingressar na universidade através
do sistema de cotas. Pois é tenho duas filhas uma ruiva e uma morena, estou indignada! Não tem cota para nenhuma, quando vão abrir cota para  "Pobre"?? 

17. - Quando viaja a serviço pela empresa, se o almoço custou 10
pede nota fiscal de 20. Eu nunca almoço de 10,00, se a empresa vai pagar;
18. - Comercializa objetos doados nessas campanhas de catástrofes. Isso jamais....
19. - Estaciona em vagas exclusivas para deficientes. Não eu tenho um pai que é fiscal de quem ocupa essa vagas, Deus me livre dele!!!!! 

20. - Adultera o velocímetro do carro para vendê-lo como se
fosse pouco rodado. Nunca pensei nisso....não ...
21. -  Compra produtos pirata com a plena consciência de que são
pirata. Sempre que encontro algo, um DVD daqueles 4 por 10$ ou aqueles objetos imprescindíveis, como cabo de notbook, perfumes, louças, etc, mas esses não contam são legitimos do Paraguiai e pagam imposto para ter banca de camelô
22. - Substitui o catalisador do carro por um que só tem a casca. O que é isso???
23. - Diminui a idade do filho para que este passe por baixo da
roleta do ônibus, sem pagar passagem. Não foi preciso..graças a Deus, morro de pena quando vejo eles tentando se enfiar embaixo daqueles dez centrimetros ou sendo esmagados junto com a mãe, culpa do governo olha o preço do combustivel,os impostos... por isso que as passagens são caras; 

24. - Emplaca o carro fora do seu domicílio para pagar menos IPVA. É crime???
25. - Freqüenta os caça-níqueis e faz uma fezinha no jogo de bicho. Num gosto... 

26. - Leva das empresas onde trabalha, pequenos objetos como
clipes, envelopes, canetas, lápis.... como se isso não fosse roubo. Eu levo papel, caneta, papel higiênico e outras coisas  para lá e eles nunca reclamaram!!!
27. - Comercializa  o vale-transporte e vale-refeição que
recebe das empresas onde trabalha. Sem querer ser repetitiva ,É crime??? 

28. - Falsifica tudo, tudo mesmo... só não falsifica aquilo que
ainda não foi inventado.  Isso é crime....atestado não vale, já é institucionalizado no Brasil;
29. - Quando volta do exterior, nunca diz a verdade quando o
fiscal aduaneiro pergunta o que traz na bagagem. Olha os impostos......
30. - Quando encontra  algum objeto perdido, na maioria das vezes não devolve. Devolvo sim...é roubo...

E quer que os políticos sejam honestos... já ajudaria se não roubassem o dinheiro da saude da educação eles já roubam no salário, sabe quanto um senador ganha??? e as diárias??? Tenha dó né!

Escandaliza-se com a farra das passagens aéreas... Basta o que eles trazem e não declaram nada vão para sala VIP (Vigaristas Internacionais Passando) e bay bay impostos...

Esses políticos que aí estão saíram do meio desse mesmo povo ou não? É claro que sim no Brasil ainda tem que ser brasileiro para ser eleito;

Brasileiro reclama de quê, afinal? De roubarem muito??? De....não estar podendo roubar também????

E é a mais pura verdade, isso que é o pior! Então sugiro adotarmos uma mudança de comportamento, começando por nós mesmos, onde for necessário! Égente vamos olhar dentro de nós mesmo com seriedade, mais do que com sinceridade, como você é??? Quem você é quando não tem ninguem olhando???? Tá Reclamando de que???

Vamos dar o bom exemplo!

Espalhe essa idéia!

"Fala-se tanto da necessidade deixar um planeta melhor para os nossos filhos e esquece-se da urgência de deixarmos filhos melhores (educados, honestos, dignos, éticos, responsáveis) para o nosso planeta, através dos nossos exemplos..." 

Amigos!
É um dos e-mails mais verdadeiros que recebi!
A mudança deve começar dentro de nós, nossas casas, nossos valores, nossas atitudes!
Pensem bem nisso!
Boa Noite....

"Dois Projetos Radicalmente Diferentes "

Durval Muniz: Um convite à reflexão

Dois Projetos Radicalmente Diferentes
 Colegas o texto não é meu, assim como não é da colega que me enviou, ( Helem obrigada, como sempre suas intervenções são ótimas, amei) estou simplesmente repassando o que recebi, mas reforço o convite, leiam, sei que o texto é meio longo para quem não é historiador, mas faz uma reflexão profunda a respeito dos atuais candidatos, embasado em fatos concretos. por uma pessoa séria.

Colegas historiadores e não historiadores recebi o texto em anexo do Presidente Nacional da ANPUH, Prof. Durval Muniz de Albuquerque Junior. Ele solicita ajuda na divulgação do mesmo. É um texto corajoso e que nos coloca questões de reflexão imediata antes de votarmos em 31/10. Durval pede aqueles que concordarem com o texto que o faça circular.

Eu, do meu lado, acrescento que para nos das Universidades é vital impedir a volta dos Tucanos ao poder sob pena de morrermos todos – a Universidade e a coisa pública – a míngua.
A campanha que o grupo de Serra vem fazendo é capaz de fazer vomitar até filhotes de urubu.
Nos que nos julgamos pensadores não podemos deixar o curso de estas coisas seguir no rumo do esgoto.
Por favor, temos a obrigação de conversarmos, pelo menos, com nossos alunos.

Marcos Menezes – História – UFG/Jataí


Tu sabes, conheces melhor do que eu a velha história.
Na primeira noite, eles se aproximaram e roubam uma flor do nosso jardim.
E então dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem: pisam as flores, matam nosso cão, e não dizemos nada.
Até que um dia, o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, e rouba-nos a luz, e, conhecendo nosso medo. Arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.




Durval Muniz de Albuquerque Júnior
Estamos num momento decisivo da vida brasileira, onde qualquer omissão pode ser imperdoável. Eu, que faço parte da parcela ainda privilegiada de brasileiros que conseguiu concluir um curso superior e fazer uma formação pós-graduada, não ficaria com a consciência tranquila se não viesse a público, neste momento, com o uso daquilo que sei fazer: refletir, pensar, para tentar contribuir no sentido de dar um mínimo de racionalidade a um processo eleitoral que, muito pela influência de determinados setores da mídia, mas infelizmente também com a participação decisiva de candidaturas como a de José Serra e Marina Silva, descamba para se tornar uma discussão obscurantista, rasteira, mistificadora e preconceituosa, sobre temas e aspectos nomeados genericamente de “valores”, que interessam de perto aos setores mais conservadores e retrógrados da sociedade brasileira, fazendo ressuscitar dos porões das almas, das mentes e do interior da sociedade forças e subjetividades microfacistas.
Dirijo este texto àqueles que fazem parte como eu desta parcela letrada da sociedade, notadamente, daqueles alojados no interior da Universidade, e que, para minha surpresa e decepção, vêm manifestando a intenção de votar em José Serra no segundo turno das eleições. Como estou escrevendo para pessoas que julgo estar sob o império da racionalidade, nem me vou ocupar de rebater os motivos e argumentos apresentados para não se votar em Dilma Rousseff, em uma das campanhas mais sórdidas, mais caluniosas, injuriosas e preconceituosas já levadas a efeito no país, com a participação decisiva do candidato Serra e da mídia golpista que o apóia, a mídia que medrou e engordou durante a ditadura militar, campanha só comparável àquela de 1989, que levou ao poder o queridinho das elites brancas da época: o caçador de Marajás, Fernando Collor, (e todos sabem no que resultou aquela aventura amparada em retórica e práticas tão farisaicas, despolitizadoras e moralistas como as que embasam a atual candidatura tucana).
Embora pareça que para estes meus colegas, de estômagos fortes, não causa repugnância e náusea uma candidatura que explora e incentiva o tradicional desapreço e desprezo das elites brasileiras pelos nossos vizinhos da América Latina, pelos africanos e pelos asiáticos (o que fica demonstrado pelos ataques do candidato ao Mercosul, à Unasul, a chefes de Estados de países vizinhos democraticamente eleitos, alguns deles pertencentes a grupos historicamente excluídos naqueles países.
Na crítica à política externa do governo Lula mal se disfarçam a xenofobia e o racismo de nossas elites que sempre se julgaram brancas e sempre tiveram os olhos voltados para os Estados Unidos e para a Europa, onde na verdade sempre sonharam em viver; a política externa de FHC, onde o presidente falava inglês e o chanceler como um lacaio tirava os sapatos para passar nas alfândegas dos países desenvolvidos mostra bem isso); uma candidatura que explora o preconceito contra as mulheres, candidatura sexista, machista e misógina, que claramente tenta desqualificar o lugar da mulher na política e que utiliza a velha tática de pôr em suspeita a sexualidade de toda mulher que ousa desafiar os lugares reservados aos homens (com a conivência de inúmeras mulheres ditas independentes e feministas entronizadas como comentaristas na mídia, como Maitê Proença que chegou a convocar os “machos selvagens” para nos livrarem de Dilma; ressalte-se ainda o silêncio cúmplice de grandes lideranças intelectuais e políticas feministas ligadas ao PSDB, que deixo de nomear por respeito às suas trajetórias, que não deveriam necessariamente votar em Dilma, mas se posicionarem veementemente contra o tipo de campanha que faz o seu partido.
Este silêncio poderá custar caro à muitas conquistas feitas pelas mulheres. Me pergunto como pode ser que intelectuais deste quilate possam estar silenciosas diante do uso aético e mistificador da questão do aborto pelo candidato tucano, será que uma vitória eleitoral compensa a perda de uma reputação construída durante anos na luta das mulheres?
Ainda está em tempo de romperem o silêncio!); uma candidatura que explora e acirra o preconceito contra os homossexuais ao espalhar em emails apócrifos e criminosos na internet a suspeita de que Dilma seria lésbica (e qual o problema se fosse, sabemos com que órgãos de seu corpo ela exercerá a presidência); uma candidatura que açula o preconceito contra o pobre e o nordestino, que como sempre são tomados pelas nossas elites de classe média como aqueles ignorantes, que não sabem votar, que votam com a barriga e não com o cérebro, mesmo que estejam votando por defenderem a continuidade do governo que de longe foi o que mais beneficiou estas duas populações (porque votar em defesa do Bolsa Família, do Minha Casa Minha Vida, é menos racional que votar em defesa dos lucros exorbitantes conseguidos pelos beneficiários do processo de privatização, inclusive os grandes grupos de mídia e do banqueiro que aposta sempre no Meu Banco, Minha Vida?); uma candidatura que faz das mentiras mais descaradas e das promessas mais fajutas a sua apresentação (toma para si feitos dos outros, copia programas das outras candidaturas, promete fazer o que sempre fez diferente quando esteve no poder).
Claro que não vou perder meu tempo discutindo com vocês, que até agora não vomitaram e ainda continuam convictos do voto em Serra, argumentos de enorme racionalidade para não se votar em Dilma como: ela é um poste, ela matará criancinhas (repaginação sofisticada por Mônica Serra, como costuma ser toda repaginação de quem veste Daslu, a honesta Daslu, de conhecido enunciado anticomunista), ela roubou um banco, ela é assassina, ela vai fechar as igrejas, ela acabará com a liberdade de imprensa e outros argumentos ainda mais sofisticados como: “eu não fui com a cara dela”.
Por respeito a vocês todos que acho não seriam capazes de acreditar nestas baboseiras, passo a tratar de uma única justificativa que me pareceu racional, apresentada para o voto em Serra: o sucesso do governo Lula, que todos admitem, até mesmo o candidato Serra que subiu na sua garupa em plena propaganda eleitoral gratuita, teria se dado por este continuar o modelo de gestão perfeito e vitorioso do príncipe dos sociólogos Fernando Henrique Cardoso (há longo email na internet defendendo este ponto de vista racional e respeitável), embora este tenha sido escondido sistematicamente das campanhas do PSDB desde que deixou a presidência seguido de um sentimento de alívio nacional e já vai tarde na maioria de corações e mentes, até nos de muitos dos que hoje esquecidos ou arrependidos tentam salvar o seu legado e resolvem votar em seu candidato.
Como sou historiador, e este profissional tem como ofício ir ao passado para justamente olhar o presente de outra perspectiva, vou lançar mão de alguns traços da história do pensamento econômico no Brasil para tentar convencê-los de que no dia 31 de outubro estarão em confronto dois projetos radicalmente diferentes de país, duas maneiras distintas de interpretar e entender a sociedade brasileira, sua história, sua dinâmica econômica e social, formas radicalmente distintas de pensar a inserção do Brasil no capitalismo globalizado, nas relações internacionais, formas distintas de pensar a dinâmica do desenvolvimento e o papel que o Estado e as distintas classes e grupos sociais desempenharão neste processo.
E quando digo ser radical é justamente porque, como sabemos, radical é algo que se dá desde as raízes, desde suas matrizes teóricas e políticas. Pretendo mostrar que Serra e Dilma representam projetos bastante distintos para o país, porque PSDB e PT representam formulações teóricas distintas da realidade brasileira. Como estamos diante de dois candidatos que não despertam muitas paixões, talvez possamos ter discussões mais racionais, desde que se esteja disposto a se explicitar o projeto que cada um representa (além de representar sua enorme ambição pessoal, seu projeto de ser Presidente da República, de fazer parte da galeria de nossos Presidentes, sonho que ele já realizou, pelo menos na propaganda eleitoral e espero que só lá; Serra representa um projeto de governo que não pode explicitar, que não pode revelar sob pena de não ser eleito, por isso ele protocolou como programa de governo no TSE um discurso, mesmo assim tendo a candidatura deferida: por lá também os amores serristas parecem ter se intensificado, até com trocas de telefonemas amáveis).
Para entendermos o jeito PSDB de governar temos que entender as matrizes teóricas que sustentam suas ações. É inegável que o intelectual orgânico, para usar um conceito caro a Gramsci, deste partido é o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, intelectual respeitado mundialmente.
Emir Sader já perguntou perplexo uma vez: o que pensa o Serra? Ninguém sabe, ninguém viu. O hoje elevado a condição de elite das elites, o guia das “massas cheirosas”, segundo a Catanhede, que se saiba nunca teria concluído os cursos de graduação que diz ter e sua Tese de Doutorado, da qual voltarei a falar, anda desaparecida da única biblioteca em que está depositada (por que será que o vaidoso Serra nunca traduziu e trouxe a lume sua obra máxima?).
Ele passou oito anos no governo FHC, exercendo diferentes cargos, sempre aparecendo na mídia como estando à esquerda no partido, como crítico de Malan, como alguém que criticara o Plano Real, mas jamais escreveu algo sobre isto e no governo permaneceu.
Como gestor de mandatos nunca concluídos, não foi capaz de imaginar uma política pública, um programa de governo que possa se dizer original e criativo, se notabilizando mais por desmontar e destruir o que vinha sendo feito antes, até mesmo pelo seu companheiro de partido Geraldo Alckmin (pensem nisso amigos queridos, se duvidarem de mim, pesquisem sobre o desmonte dos programas sociais e educacionais deixados pela Marta Suplicy na Prefeitura de São Paulo). Não é preciso dizer dos inúmeros prêmios internacionais recebidos por diferentes gestões do Partido dos Trabalhadores em municípios, Estados e agora nos dois governos Lula por imaginar e criar inovadoras políticas públicas (se duvidarem, pesquisem: só o Presidente Lula já ganhou até agora mais de duzentos prêmios internacionais, há um site não nacional que se dá o trabalho de arrolá-los todos).
Mas como dizia é no pensamento de FHC que devemos buscar as raízes das propostas pessedebistas para o país. É na Teoria da Dependência, da qual Fernando Henrique foi um de seus formuladores, notadamente na corrente chamada de weberiana, que rivalizava com a chamada corrente marxista encabeçada por Theotônio dos Santos e Ruy Mauro Marini, que devemos buscar o entendimento de como o PSDB vê o país e seu povo, inclusive sua classe empresarial, já que, como sabemos, Cardoso se dedicou a fazer uma sociologia do empresariado brasileiro, de seu comportamento e pensamento.
A Teoria da Dependência surge no início dos anos sessenta, diante da crise crescente apresentado pelo modelo nacional-desenvolvimentista de matriz cepalina que esteve na base da política econômica de governos tão díspares e que a realizaram com ênfases distintas como os governos Vargas, Juscelino Kubsticheck e João Goulart.
Quando uma vez na Presidência da República, Fernando Henrique se propôs a enterrar a era Vargas, ele estava realizando o projeto da Teoria da Dependência que criticava algumas formulações básicas do pensamento cepalino e neoclássico, que na versão henriquiana se afastava também das leituras marxistas tanto vindas do pensamento da CEPAL, quanto no interior da própria Teoria da Dependência, propondo assim o desmonte do Estado nacional-desenvolvimentista e populista, fantasmas que são brandidos hoje pelos economistas e “experts” de plantão convocados pela mídia, que estariam sendo reabilitados pelo governo Lula. Em entrevista com Dilma, Miriam Leitão chegou a comparar o que seria o nacional-desenvolvimentismo de Lula com a política econômica da ditadura militar. Como disse sutilmente Dilma: a Leitão sempre ouve o galo cantar mas não sabe aonde.
É inegável que as formulações econômicas, mas também sociais e políticas do governo Lula têm a sua matriz no pensamento nacional-desenvolvimentista cepalino, mais precisamente no pensamento do maior economista brasileiro, o paraibano Celso Furtado, por quem Lula sempre teve uma admiração quase devocional. Como sabemos Celso Furtado se manteve ativo, produzindo e participando diretamente da vida política brasileira até pouco tempo antes de sua morte.
Seu pensamento passou por reformulações e ajustes, mas manteve uma espinha dorsal que, como tentaremos deixar claro, é a própria espinha dorsal do projeto que hoje a candidatura Dilma assume e que queremos ver continuar com ela. É preciso ainda chamar atenção para dois aspectos relevantes: o atual Ministro da Fazenda, Guido Mantega, que foi mesmo dentro do PT identificado como um nacional-desenvolvimentista, dedicou seu trabalho de doutorado a estudar o pensamento de Celso Furtado e, é preciso lembrar ainda, que Dilma Rousseff começou a sua militância administrativa no Rio Grande do Sul, ligada a um governo do Partido Democrático Trabalhista, encabeçado por Leonel Brizola, muito próximo das formulações nacional-desenvolvimentistas.
A grita e o arreganho de dentes, sem pejos, da mídia neoliberal no Brasil se deve ao fato desta identificar em Dilma não uma mera continuidade, mas um aprofundamento da visão nacional-desenvolvimentista em seu governo em relação ao governo Lula. A acirrada querela em torno dos destinos da Petrobrás, empresa símbolo das conquistas que o nacional-desenvolvimentismo de inspiração cepalina trouxe para o Brasil, assim como em torno dos destinos dos financiamentos do BNDES, que não podemos esquecer teve como seu formulador e primeiro Presidente Celso Furtado, torna claro que o que está em jogo nestas eleições não é a religiosidade ou não da Dilma, sua sexualidade, sua experiência administrativa ou seus “valores”, são de “outros valores de que se trata” (como a Marina e seus seguidores verdes, pelo menos os sinceros, foram cair numa armadilha dessas, como podem manchar uma trajetória de vida e política de anos se colocando a serviço de forças e interesses que parecem desconhecer, tudo por causa de quinze minutos de fama na Rede Globo, que a teria triturado com os mesmos argumentos vis e baixos com que faz com Dilma se ela efetivamente tivesse viabilidade eleitoral).
Pecado mortal de Furtado e de Lula, ambos olharam para o Nordeste, ambos são filhos deste rincão enjeitado do país, onde medra uma das piores elites políticas desta terra, ambos não abriram os olhos no planalto paulista, onde luminares como Otavinho Frias e a família Mesquita distribuem a agenda para o país, em consonância com um partido que nunca lançou uma candidatura que não seja paulista, deixando claro a falta de visão de Brasil que os assaltam, como assaltava à Teoria da Dependência. Formulador da SUDENE e seu primeiro superintendente, Furtado sempre apostou no Estado como indutor de uma política de industrialização capaz produzir o desenvolvimento apesar da dependência externa.
Sabemos que desde que FHC aderiu às teses neoliberais, pois estas já estavam em germe em seu pensamento, como deixaremos claro a seguir, a crítica a esta centralidade do Estado, de seu papel como indutor de políticas cambiais, fiscais, de investimento, de distribuição de renda, de combate às desigualdades regionais e sociais, que alavancassem um desenvolvimento endógeno do capitalismo brasileiro, será a pedra de toque do discurso econômico do PSDB, por isso mesmo se aliando a um partido de extrema direita, o antigo PFL, agora DEM, com vagas formulações liberais, um baluarte na luta pelos interesses dos grandes grupos privados nacionais e internacionais em detrimento dos interesses nacionais.
Desmontar o Estado, desmontar as empresas duramente criadas e conquistadas à duras penas com a acumulação de capital realizada pelas políticas nacional-desenvolvimentistas passou a ser a obsessão dos governos do PSDB, tendo em Serra um dos maiores entusiastas, a abrir seu sorriso cheio de gengiva sempre que batia um martelo e entregava o produto de anos de suor dos trabalhadores brasileiros para os capitais nacionais e internacionais, muitos de duvidosas origens, outros sendo agraciados com ajudas vultosas do BNDES para comprarem com dinheiro público e privatizarem o que era público.
Tanto a Teoria da Dependência, quanto a Teoria do Desenvolvimento, elaborada pelos cepalinos, revista e aperfeiçoada por Furtado, concordavam em superar a visão apenas sistêmica e baseada no equilíbrio de fatores da economia neoclássica.  Ambos por vias distintas, vão aliar as reflexões econômicas com reflexões sobre as estruturas e relações sociais no país e o papel da política e do Estado na gestão da economia. Podemos dizer que ambas refletem o impacto que representou o pensamento keinesiano para o campo econômico, e sua capacidade de formular as políticas públicas que retiraram os EUA e o restante do mundo da crise sistêmica de 1929.
Só que ambas divergem num ponto fulcral, notadamente na versão weberiana encarnada pela obra de Fernando Henrique Cardoso e Enzo Faletto: ambas concordam que o subdesenvolvimento é produto do próprio desenvolvimento do capitalismo, que se dá desigualmente gerando um centro e uma periferia do sistema, que tende a reproduzir subordinadamente a dinâmica que é dada pelas economias centrais e seus modelos. Ambas concordam na possibilidade de haver desenvolvimento mesmo na periferia, de haver desenvolvimento apesar da dependência e da subordinação, mas divergem frontalmente de como isto seria possível.
Nesta divergência estão as raízes das divergências entre as políticas não só econômicas, mas sociais, de relações internacionais, de alianças políticas, de formulação de políticas públicas que estão representadas nas candidaturas Serra e Dilma. Na Tese de Doutorado que defendeu nos EUA, Serra teria criticado a política econômica do governo Allende do qual participara, com Allende já morto e deposto pelo golpe de Estado apoiado pelo governo americano (Serra parece adorar criticar os governos de que participa, pois quem conhece a peça sabe de sua megalomania e de sua vaidade infinita, além de que, aqui, amigos, merece uma parada para reflexão: como é que alguém que serviu ao governo Allende vai parar nos EUA e é recebido pelo governo que patrocinou o golpe no Chile, terá sido para Serra escrever o que escreveu?).
A crítica se centra não apenas no combate ao pensamento cepalino, esposado ainda por setores presentes no governo chileno, como no combate a Teoria da Dependência em sua versão marxista, que não acreditava ser possível haver desenvolvimento nos países periféricos sem a derrubada revolucionária do capitalismo. Talvez a mistura explosiva do reformismo cepalino com o revolucionarismo daqueles que pensavam diferente de FHC, que sempre descartou a necessidade de uma revolução socialista para que o desenvolvimento se fizesse na periferia do sistema, tenha levado ao desastre da política econômica de Allende atacada na Tese do aspirante a Presidente da República pelo PSDB. Talvez assim possamos entender porque Lula e sua política econômica já foi chamada por grandes luminares da imprensa e da vida parlamentar de bolchevista e até de albanesa (seriam ilários, se não fossem tão primários).
A diferença matricial entre as duas posturas gira em torno da possibilidade de um desenvolvimento capitalista, porque é disso que se trata, não de revolução ou bolchevismo, feito na periferia, colocando como centro do processo a aliança estratégica entre empresariado nacional, Estado e classes trabalhadoras por um lado e os setores externos por outro, aquilo que FHC andou chamando de mexicanização, venezualização, retorno do peronismo (como usa bem e precisamente as categorias nosso sociólogo).
Para as formulações cepalinas lá dos anos cinqüenta, com seu nacionalismo típico da época, as forças externas eram encaradas como obstáculo ao desenvolvimento do país, assim como as forças internas a eles aliadas como os setores agrário-exportadores. Mesmo reformulando mais tarde estas ideias, Furtado mantém a opinião que o processo de desenvolvimento, em países como o Brasil, deve ter como motor as forças econômicas, sociais e políticas nacionais, que saibam inserir o país na economia global, mas tendo seus interesses estratégicos sempre à frente e bem definidos.
Para ele, o Brasil tinha um enorme potencial de crescimento endogenamente gerado por seus amplos recursos naturais, por já ter internalizado e desenvolvido o processo de industrialização, devendo ampliar bases técnicas, tecnológicas e educacionais próprias, o país já possuía a enorme potencialidade de um grande mercado consumidor de massas, bastando para isto que fossem prioritárias em qualquer política econômica a ênfase em mecanismos distributivos de renda e de redução das desigualdades regionais.
O governo Lula e o sucesso reconhecido mundialmente, até pelos órgãos de imprensa econômica mais conservadores, de sua política econômica, aliada a políticas sociais de distribuição de renda, como o Bolsa Família e a política de valorização do salário mínimo, provou que as teses de Furtado estavam certas. Foi por ter criado um mercado de consumo de massas no Brasil, com a ascensão de parcela significativa da população para as classes médias e a retirada de outras tantas da linha da pobreza absoluta que o Brasil pode enfrentar e vencer rapidamente, com suas próprias forças, a grave crise que vivem os países centrais do capitalismo.
A Teoria da Dependência de FHC nunca acreditou na possibilidade de se fazer o desenvolvimento sem que a direção do processo se desse nos próprios países centrais do sistema. Avaliando como sociólogo a mentalidade empresarial brasileira, FHC sempre foi pessimista em relação a esperar das forças nacionais o nosso necessário desenvolvimento.
Daí por ser um crítico de primeira hora das ideias cepalinas que vêem o elemento externo como obstáculo ao desenvolvimento nacional, que dá imediatamente enorme audiência ao seu discurso no mundo e, por incrível que pareça, entre nossa elite empresarial que parece ter aceitado com gosto e alegria o lugar menor e subalterno que o pensamento da dependência lhes reservava, talvez porque sempre no fundo se sintam não pertencentes ao país, mas estrangeiros em sua própria terra.
Estas formulações da Teoria da Dependência mal disfarçam que requentam teses já bastante gastas entre nossas elites letradas da incapacidade de nosso povo para a civilização, para o progresso, para o trabalho livre, para o desenvolvimento. Nas formulações pessedebistas há clara desconfiança em relação ao nosso povo.
Esta é uma diferença crucial entre Dilma e Serra; Dilma acredita que nosso povo, se estimulado, se receber crédito, se receber salário, se lhe forem dadas condições educacionais e de renda, tem condições de construir um país soberano, capaz de traçar suas próprias estratégias, sem que para isso tenha que se fechar ao mundo, mas tendo uma visão alargada do próprio mundo, não vendo nele apenas o Norte, mas enfatizando a diversificação dos mercados e das relações políticas, diplomáticas e culturais, enfatizando as relações Sul-Sul, tornando o Brasil um país capaz de ajudar a impulsionar o desenvolvimento dos seus vizinhos e países assemelhados ou em níveis piores de pobreza e desenvolvimento humano. Mas se muitos luminares do PSDB não querem que se seja solidário nem no interior da nação, como mostram as políticas predatórias, a guerra fiscal movida covardemente pelo Estado mais rico da nação contra os menores Estados, e a implicância histórica serrista com a Zona Franca de Manaus.
Foi a Teoria da Dependência que inspirou já o primeiro programa econômico apresentado por um candidato tucano a concorrer à Presidência da República. O “choque de capitalismo”, prometido por Mário Covas em 1989, foi finalmente realizado por Fernando Collor e continuado nas duas gestões de FHC e se mostrou efetivamente chocante para a sociedade brasileira. A ideia de que seria expondo os setores da economia brasileira à concorrência externa, abrindo a economia para os fluxos de capital internacionais, privatizando os setores estratégicos dominados pelo Estado e os entregando a moderna gestão empresarial internacional, que se faria o país desenvolver-se, se modernizar, palavra mágica para a Teoria da Dependência henriquiana, se torna o centro das políticas econômicas do PSDB. A concorrência externa também afetaria as relações de trabalho e emprego, as modernizaria, levando a ruína à estrutura burocrático-estatal montada pelo nacional-desenvolvimentismo.
Acompanhada de políticas austeras de gastos públicos, com a redução do Estado, com a modernização e desburocratização da máquina pública, aliada ao combate à inflação, teríamos garantido o desenvolvimento sustentável, aquele que, como vimos, só dava para sustentar os privilegiados de sempre e aos novos que chegaram como um enxame de vespas no lastro do processo de privatização. Ao final, o brilhante resultado desta política, que dizem que Lula apenas continuou, pinçando aspectos menores da política econômica anterior (política de metas de inflação, de superávit primário, de contingenciamento de recursos do orçamento, política de câmbio flutuante, que se esquecem os serristas que só foi adotada depois do desastre provocado pela política de câmbio fixo e Real supervalorizado do pucboy Gustavo Franco, política que empobreceu grande parte do país, mas gerou superlucros nos setores exportadores, principalmente agroexportadores que são eternas viúvas de FHC, como mostra mais uma vez as vitórias serristas em Estados como MT, MS, PR, SC e SP, que se dane a maioria, se a minoria de sempre lucra e muito, está ótimo) que foram mantidos mas subordinados a uma lógica macroeconômica diversa: o país quebrou três vezes, a cada crise econômica em um país lá fora, pois sua economia foi atrelada e completamente exposta às vagas do capital financeiro internacional, fazendo o país acumular uma criminosa dívida em moeda estrangeira, dívida que o governo Lula tratou de reconvertê-la em moeda nacional, garantindo maior soberania sobre as contas internacionais; a quebradeira de setores inteiros da indústria nacional, com o desemprego e a falta de esperança sendo tônica de todo o período, (se reconhecemos que outros setores se dinamizaram como o de telefonia com a privatização, o de energia resultou no apagão histórico de FHC, pois o Estado deixou de investir), o arrocho salarial entre o funcionalismo público, a terceirização e precarização dos serviços se ampliaram, piorando a vida dos mais necessitados do Estado; para os das classes médias que não precisam dos serviços públicos ficou o deslumbramento das novas marcas estrangeiras nas vitrines e dos novos modelos de carros importados e celulares, agora todos se sentiam globais, viviam em Miami, a festa para poucos era geral.
As estradas viraram só buracos, com a exceção daquelas privatizadas, como as do Estado de São Paulo, entregues a grupos privados em troca do melhor preço no ato da concessão e não do menor pedágio, tal como feito no governo Lula, estratégia pensada por Dilma – basta comparar os preços dos pedágios do PSDB e do PT e se notará o jeito diferente de governar, pois se governa para outros grupos sociais, não é para as classes médias apenas, mas principalmente para incluir os mais pobres.
As estradas de ferro sucateadas, a indústria naval e a indústria bélica desmontada, a aeroespacial privatizada. Os brasileiros mais pobres começam a se submeter a migrarem até para o Japão em busca dos empregos que a Petrobrás gerava lá ou na Austrália. Amparada em ampla campanha midiática, que buscava desmoralizar a grande empresa estatal brasileira, o esvaziamento econômico e técnico da Petrobrás preparando para privatizá-la, levou ao trágico acidente do afundamento da Plataforma P-36 (o mesmo governo que não fora capaz de fazer a avançada tecnologia de uma caravela navegar, coisa que os portugueses, tidos em tão baixa conta, já o havia feito desde o século XIV, afundavam uma plataforma e com ela pretendiam afundar a Petrobrás) tal como ocorre agora com os Correios, que sofre inegável campanha de desmoralização, na esperança de que seja a primeira jóia da coroa que Serra, uma vez eleito, leiloará para que assim como na privatização da telefonia se candidatem a OESP, a Globopar, a Folha da Manhã, o Grupo Abril, que tantos esforços fazem em eleger seu candidato do coração e do bolso.
Para concluir, pois já me estendi além da conta, para que vocês meditem bem sobre o passo que darão ao entregar o país a um homem como José Serra, que a mídia que ele financia com dinheiro da educação, enquanto trata os professores de São Paulo a cacetetes e bombas de gás lacrimogêneo, diz ser o mais competente e preparado, convido vocês a ir ao Youtube e assistir um vídeo de uma entrevista dada por Serra ano passado, quando do auge da crise econômica, ao jornalista serrista e de conhecida história de adesão à extrema direita Boris Casoy, onde Serra aparece indisfarçadamente eufórico, com a possibilidade que a crise viesse acabar com a popularidade do governo Lula e facilitar as coisas para ele este ano. Para que sua vontade pessoal de ser Presidente se efetive, como bem diz Ciro Gomes, Serra pisa até no pescoço da mãe, e é capaz de torcer contra o país, que a população venha sofrer este não é um problema para ele, postura que parece ser de muitos de vocês companheiros que resolveram votar em Serra, desde que suas razões particulares justifiquem um voto que pode significar o retorno à miséria de amplos setores da sociedade brasileira, mas vocês têm este direito, votem e depois durmam o sono dos justos.
Mas esta entrevista explicita o desastre que teria sido se ao invés de Lula, de Mantega, das formulações furtadianas que eles representam, fosse o ninho tucano e sua teoria da dependência (dependência ao Norte, diria o pândego e arguto Paulo Henrique Amorim) que estivessem no poder. Serra, do alto de sua sabida arrogância e prepotência, tratou logo de desqualificar todas as medidas tomadas pelo governo Lula, com o riso cúmplice e hiênico do Casoy que arrematou que Lula estava fazendo diferente do que todo mundo estava fazendo nos países centrais do capitalismo (que petulância, como pode discordar do centro), ridicularizaram a fala do Presidente de que aqui a crise seria uma marolinha, e seria sim pois os fundamentos da economia brasileira eram outros bem diferentes da era FHC: tínhamos acumulado grande quantidade de reservas internacionais, ao contrário de perdê-las como com FHC, havíamos nos livrado do monitoramento e das restrições impostas pelos acordos com os organismos internacionais, havíamos pago a dívida com o FMI e Clube de Paris e Lula e Mantega não precisavam mais chamar a Brasília a senhora da mala do FMI a cada vez  que se precisava tomar uma decisão em matéria de política econômica, industrial, cambial, financeira, salarial, etc, ou seja, Teoria da Dependência gera o que a nomeia, não duvidem.
Serra pomposo dizia: como reduzir impostos agora que todos os Estados querem preservar seu poder de investimento, como aumentar salários agora que eles tenderão a cair, como ampliar investimento no momento em que a arrecadação vai declinar. O sábio, o preparado Serra fez em São Paulo, o que faria no Brasil, aumentou impostos em plena crise, arrochou como sempre os salários (pergunte a um delegado de polícia de São Paulo o que ele acha do salário dele e porque o PCC só cresce), suspendeu investimentos, privatizou a Nossa Caixa, única empresa estatal que restava, rapidamente adquirida pelo governo federal através do Banco do Brasil, que saiu assim fortalecido da crise.
Quando viu o sucesso da política de Lula que, acima de tudo, conta com aquilo que Serra não tem e nunca vai ter: carisma e popularidade, indo a televisão convocar todos a continuar consumindo, explicando como só ele sabe fazer para a população porque era preciso manter o ciclo virtuoso da economia e não se deixar contaminar pelas nuvens negras profetizadas pelos urubólogos e urubólogas serristas de plantão na mídia e pelos próprios partidos da oposição, correu para copiar algumas medidas tomadas pela equipe econômica que ele havia chamada de inepta, que não tinha a brilhante trajetória de gestor econômico que ele tem.
Façam isso, por favor, assistam a este vídeo, e se ainda assim quiserem entregar o Brasil a Serra, que o façam, mas minha consciência estará tranqüila, tentei fazer um esforço em alertá-los. Eu e o Brasil esperam que mudem de opinião e ele não vença, se  mesmo assim ele vencer vou torcer para que eu não venha a me divertir tanto quando encontrá-los, quanto me diverti meses após a posse de Collor, vendo os meus colegas coloridos que haviam votado no caçador de marajás e não no sapo barbudo com medo de perderem suas poupanças, reduzidos a CR$ 50,00 em suas contas. Assim como Collor, Serra sempre faz o que diz que não vai fazer, tenham cuidado. Abraço carinhoso a todos e um feliz e refletido voto para vocês e para o Brasil.

Durval Muniz Albuquerque Júnior