domingo, 21 de agosto de 2011

O significado da época napoleônica

O significado da época napoleônica
Guerra e transformações na Europa

Em 1799, surgiu na política europeia uma das figuras mais conhecidas da história: Napoleão Bonaparte. Fazia dez anos que a Revolução Francesa havia começado, e os franceses estavam bastante descontentes com a situação de seu país. A indústria e o comércio estavam em crise, a inflação elevava os preços e os gastos com a guerra consumiam os recursos nacionais.

Quando o general Napoleão chegou ao poder, graças a suas grandes realizações nos campos de batalha, muitos o viram como um líder que poderia restabelecer a ordem na França. Durante quinze anos, ele governaria a França de forma ditatorial.

Napoleão terminou ou expandiu a Revolução?

Considerar se Napoleão foi ou não o continuador da Revolução é uma questão que tem dividido a opinião dos historiadores. Aqueles que o definem como um revolucionário contam com muitas evidências em seu favor. Podem afirmar, por exemplo, que durante o governo de Napoleão: foi instituído o Código Civil; foram continuadas as reformas administrativas e educacionais iniciadas durante o período revolucionário; garantiu-se aos camponeses a propriedade das terras recebidas.

Num sentido mais geral, a época napoleônica contribuiu para espalhar os ideais iluministas em outros países e favoreceu os interesses da burguesia e do capitalismo.
Por outro lado, é possível argumentar que Napoleão negou os ideais de liberdade e fraternidade, lemas da Revolução Francesa, quando: impôs um regime despótico na França e a dominação francesa a outros países; restabeleceu a escravidão nas colônias francesas, que havia sido abolido durante período revolucionário.


Postado por Luiz Reginaldo Silva

Expansão Marítima Europeia

Do blog Veias da história, para meus alunos do 7º ano


Expansão Marítima Europeia
A Expansão Marítima Europeia


A expansão marítima européia, processo histórico ocorrido entre os séculos XV e XVII, contribuiu para que a Europa superasse a crise dos séculos XIV e XV.

Através das Grandes Navegações há uma expansão das atividades comerciais, contribuindo para o processo de acumulação de capitais na Europa.

O contato comercial entre todas as partes do mundo (Europa, Ásia, África e América ) torna possível uma história em escala mundial, favorecendo uma ampliação dos conhecimento geográficos e o contato entre culturas diferentes.

Portugal sai na frente: interesses e possibilidades

Interesses:

Monarquia - desejava fortalecer seu poder e construir um império através da conquista de novas terras e do controle de vasta rede comercial.
Nobreza - desejava, através da expansão territorial, conquistar terras, riquezas, títulos e mais prestígio.
Igreja - desejava expandir a fé católica e aumentar o número de fiéis.
Burguesia - desejava, através da expansão territorial e do contato com outros povos, aumentar as atividades comerciais e os lucros.
'Povo Miúdo' - desejava novas possibilidades de trabalho, ascensão social, aventuras e enriquecimento rápido.

Possibilidades:

Favorável posição geográfica, sendo Portugal o reino mais ocidental da Europa;
Transferência das rotas comerciais terrestres, pelo interior do continente, ligando o Mediterrâneo ao norte da Europa, para o Atlântico, transformando Portugal em importante entreposto comercial;
Grande difusão de idéias mais avançadas a respeito de navegação;
Larga difusão, no litoral português, da atividade pesqueira, que possibilitou uma maior familiarização com o Oceano Atlântico, conhecido até então como Mar Tenebroso;
Existência de um poder centralizado e de um Estado unificado, sem dissensões internas;
Ascensão social da burguesia mercantil, beneficiada por alianças e acordos de interesse mútuo estabelecidos com a coroa portuguesa.



Postado por Luiz Reginaldo Silva às 20:31

A ANPUH APÓIA A REGULAMENTAÇÃO DA PROFISSÃO DE HISTORIADOR

Editorial

AGORA É OFICIAL:


A ANPUH APÓIA A REGULAMENTAÇÃO DA PROFISSÃO DE HISTORIADOR

O título deste texto pode soar um tanto estranho para muitos colegas que militam há tempos em nossa associação. Afinal, uma de suas bandeiras históricas mais conhecidas é, justamente, a luta pela regulamentação de nossa profissão. Como assim, podem eles perguntar, só agora a ANPUH passou a apoiar oficialmente essa causa?
De fato, em muitos momentos, a ANPUH lutou pela regulamentação, inclusive participando da redação de projetos de lei e pressionando parlamentares. Porém, tal atuação dependia da vontade e da postura dos dirigentes da associação, pois não havia nenhum documento oficial que afirmasse o comprometimento da entidade com essa luta. Tanto que, em determinadas gestões, quando os membros da diretoria entendiam, baseados em respeitáveis argumentos, cabe dizer, que a regulamentação não era apropriada, o empenho pela causa esmorecia e as ações por sua implementação não eram levadas adiante.
Porém, na nossa última Assembléia Geral, realizada no mês passado durante o XXVI Simpósio Nacional de História, o comprometimento com a regulamentação, por ampla maioria de votos, tornou-se oficial, consta em ata, e deve ser uma tarefa da entidade independente de quem sejam os seus dirigentes.
Respeitamos os posicionamentos contrários. Muitos colegas alegam que a regulamentação profissional contribui para uma formatação corporativa da sociedade, cara a regimes autoritários; outros, que ela estimula a competição e exclui olhares “não profissionais” que muito podem contribuir para o conhecimento histórico. Essas, e outras, são argumentações válidas e respeitáveis. Mas, apesar disso, a ANPUH apóia a regulamentação por reconhecer que há competências específicas do profissional de História, adquiridas ao longo de anos de formação, que não podem ser substituídas pela ação de outros profissionais. Além disso, cada vez mais atuamos em um campo em expansão, aquele ligado à memória e ao patrimônio, onde atuam também outros profissionais que têm profissão regulamentada, como museólogos, arquivistas, arquitetos, turismólogos, etc., o que, na prática, implica seguidamente a exclusão do “olhar do historiador”. Por exemplo, um museu histórico deve obrigatoriamente contar em seus quadros com um museólogo, mas não com um historiador, o mesmo valendo para um arquivo histórico em relação aos arquivistas. Só para citar um caso concreto: recentemente houve um concurso público para o cargo de historiador em uma instituição oficial ligada ao patrimônio; porém, para ocupá-lo, não era necessário ter formação na área de História, seja de graduação, seja de pós-graduação. Não queremos estimular a competição, mas sim afirmar que, nas equipes interdisciplinares e colaborativas que devem atuar nessas instituições, o papel do historiador é imprescindível. Da mesma forma, a regulamentação parece-nos importante por evidenciar que tanto o ensino de história quanto a pesquisa histórica devem ser praticados por profissionais específicos, os quais, embora possam ter feito partes de sua formação em outras áreas (e os projetos que tramitam no Congresso são suficientemente abertos para abarcar esses casos), desenvolveram habilidades específicas, que não podem ser facilmente improvisadas por não historiadores.
Obviamente, a regulamentação da profissão não pode ser encarada como a solução de todos os nossos problemas. Precisamos nos defrontar com uma série de desafios teóricos, metodológicos, técnicos e éticos para delinearmos com mais precisão o nosso espaço. Mas sem dúvida é um passo importante para a profissionalização. Por isso, convidamos a todos os colegas a se engajaram nessa luta. Dia 19 de Agosto é o Dia do Historiador. Conhecemos bem a eficácia simbólica das comemorações. Por isso, como no ano passado, queremos transformá-la em DIA DE LUTA PELA REGULAMENTAÇÃO DA PROFISSÃO! Temos um projeto tramitando no Senado, o PLS 368 de 2009, já aprovado em várias comissões, e outro na Câmara, o PL 3759/2004, atualmente aguardando parecer na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público. Pressionem os seus senadores e deputados para aprová-los. Só a nossa ação política coletiva vai permitir que a nossa demanda seja efetivada!
Para saber mais sobre a regulamentação e os projetos, consulte no site na ANPUH o link “Profissionalização”.


Saudações anpuhanas e parabéns a todos nós pelo Dia do Historiador,

Benito Schmidt
Presidente da ANPUH (Gestão 2011-2013)

Diretoria Biênio 2011-2013

Presidente: Benito Bisso Schmidt(UFRGS)
Vice-Presidente: Margarida Maria Dias de Oliveira (UFRN)
Secretário Geral: Angelo Aparecido Priori (UEM)
1º Secretário: Antonio Celso Ferreira (UNESP)
2º Secretário: Carlos Augusto Lima Ferreira (UEFS)
1º Tesoureiro: Francisco Carlos Palomanes Martinho (USP)
2º Tesoureiro: Eudes Fernando Leite (UFGD)
Editora da Revista Brasileira de História: Marieta Moraes Ferreira (UFRJ/FGV)
Editoria da Revista História Hoje: Patricia Melo Sampaio (UFAM)


NOTÍCIAS DA GESTÃO

1. Regulamentação da Profissão

A Assembléia Geral realizada durante o XXVI Simpósio Nacional de História, em São Paulo, aprovou o apoio da ANPUH à regulamentação da profissão. O PLS 368/2009, de autoria de Paulo Paim (PT/RS) e que tramita no Senado Federal, encontra-se na Comissão de Assuntos Sociais com a Relatoria. O Relator indicado pelo Presidente da Comissão é o Senador Cristovam Buarque. Já foi aprovado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania e na Comissão de Educação, Cultura e Esporte. Acompanhe a tramitação do Projeto de Lei do Senado através do link . É possível cadastrar seu e-mail e receber todas a s últimas notícias através do mesmo site.

2. Estatuto e Regimento

Encerrou-se no último dia 15 de agosto o envio de propostas para a reelaboração do Estatuto e elaboração do Regimento da ANPUH. As propostas foram encaminhadas à consultoria jurídica para análise. As sugestões aceitas serão incorporadas e submetidas à aprovação dos associados por meio de votação eletrônica. A eleição dos novos Estatuto e Regimento ocorrerá entre os dias 22 e 25 de agosto de 2011, no site da ANPUH. Fiquem atentos e votem!

3. Comemoração dos 50 anos da ANPUH

A tese agraciada com o prêmio Manoel Luiz Salgado Guimarães já foi revisada e está em fase de preparação para impressão pela Editora UNESP. Os outros três livros já foram lançados.

4. Revista Brasileira de História

A edição 61 com dossiê "Comemorações", de junho de 2011, já foi lançada em português e encontra-se disponível no site da ANPUH. A edição em inglês já foi entregue ao Scielo para indexação, e aguarda a finalização dos trabalhos pelo Scielo para ser lançada.



CONGRESSOS & EVENTOS


IV CICLO INTERNACIONAL DE ESTUDOS ANTIGOS E MEDIEVAIS e XII CICLO DE ESTUDOS ANTIGOS
E MEDIEVAIS UNESP
Data: 22 a 25 de agosto de 2011
Local: Faculdade de Ciências e Letras da UNESP - Campus de Assis

V SEMINÁRIO NACIONAL DE HISTÓRIA DA HISTORIOGRAFIA: BIOGRAFIA E HISTÓRIA INTELECTUAL
Data: 23 a 25 de agosto de 2011
Local: Universidade Federal de Ouro Preto, Campus de Mariana

III ENCONTRO DE NOVOS PESQUISADORES EM HISTÓRIA
Data: 23 a 26 de agosto de 2011
Local: Universidade Federal da Bahia

PALESTRA: CONSERVAÇÃO DE ACERVOS AUDIOVISUAIS
Data: 24 de agosto de 2011
Local: CEDEM

SEMINÁRIO: PRODUZINDO FRONTEIRAS: ENTRECRUZANDO ESCALAS, POVOS E IMPÉRIOS NA
AMÉRICA DO SUL (1640-1828)

Data: 24, 25 e 26 de agosto de 2011
Local: Anfiteatro de História - FFLCH USP

V SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE HISTÓRIA: CULTURA E IDENTIDADES
Data: 29 de agosto a 01 de setembro de 2011
Local: Universidade Federal de Goiás - Campus II Goiânia

III COLÓQUIO FESTAS E SOCIALIDADES
Data: 31 de agosto a 02 de setembro de 2011
Local: Universidade Federal de Minas Gerais, FAFICH