Estou cada dia mais fã da Revista de História daBiblioteca Nacional sempre comprei os exemplares mas tenho achado que ultimamente ela tem se superado,nesta edição a capa é o quadro da Infanta Carlota Joaquina e foi pintado por Mariano Salvador Maella (1739-1819) o quadro integra o acervo do Museu de Madri e traz um olhar diferente sobre a infanta do público brasileiro.
Carlota Joaquina, Princeza do Brasil (1994), de Carla Camurati tornou popular a figura da infanta como sendo uma mulher feia, adúltera voraz e extremamente ambiciosa, sempre pronta a trair o marido, D. João, mas temos documentos diplomáticos que a apresentam como uma mulher branca de dentes alvos e e pele marcada pela varíola, ou uma outra que a descreve como "coxa", "medonha" e que tinha os cabelos parecendo "crina", bem diferente na verdade do quadro pintado por Mariano Salvador Maella -genro de Velázquez - que se tornou o pintor da corte espanhola em 1799 que a retrata em pose altiva vestida com tecidos ricamente bordados ao gosto da moda francesa da época, não podemos deixar de pensar com quais objetivos essas representações foram criadas.
A entrevista com a pesquisadora Keila Grinberg que defende a popularização da História através da arte como forma de atingir o grande público, cita exemplos como Lincoln, de Steven Spielberg, e Django Livre, de Quentin Tarantino, e faz uma crítica à academia: “Nossa formação é até bastante sólida, mas a gente pensa pouco no que vai fazer com aquilo que a gente aprendeu depois que sai da faculdade. Estou pensando tanto do ponto de vista da escrita quanto da fala. Você acaba a faculdade, chega à escola, fecha a porta, tem aqueles 30 alunos ali, e você não sabe o que fazer com eles, porque o seu conhecimento tem pouquíssimo a ver com aquilo sobre o que você vai dar aula na escola. Você não vai falar das diferentes correntes historiográficas. Eu acho que isso ainda é desprezado, realmente”.
E a noticia de que o Iphan disponibilizou em seu site uma nova ferramenta de pesquisa, a Biblioteca Geral do Patrimônio com mais de 800 títulos que versam sobre patrimônio cultural no Brasil e no exterior.

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