sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Entrevista com Keila Grinber na Revista de História da Biblioteca Nacional de setembro



           Estou cada dia mais fã  da  Revista de História daBiblioteca Nacional sempre comprei os exemplares mas tenho achado que ultimamente ela tem se superado,nesta edição a capa é o quadro da Infanta Carlota Joaquina e foi pintado por Mariano Salvador Maella (1739-1819) o quadro integra o acervo do Museu de Madri e traz um olhar diferente sobre a infanta do público brasileiro.
Carlota Joaquina, Princeza do Brasil (1994), de Carla Camurati  tornou popular a figura da infanta como sendo uma mulher  feia, adúltera voraz e extremamente ambiciosa, sempre pronta a trair o marido, D. João, mas temos documentos diplomáticos que a  apresentam como uma mulher branca de dentes alvos e e pele marcada pela varíola, ou uma outra  que a descreve como "coxa", "medonha" e que tinha os cabelos parecendo "crina", bem diferente na verdade do quadro pintado por  Mariano Salvador Maella -genro de Velázquez - que se tornou o pintor da corte espanhola em 1799 que a retrata em pose altiva vestida com tecidos ricamente bordados ao gosto da moda francesa da época, não podemos deixar de  pensar com quais objetivos essas representações foram criadas.
A entrevista com  a pesquisadora Keila Grinberg que defende a popularização da História através da arte como forma de atingir o grande público, cita exemplos como Lincoln, de Steven Spielberg, e Django Livre, de Quentin Tarantino, e faz uma crítica à academia: “Nossa formação é até bastante sólida, mas a gente pensa pouco no que vai fazer com aquilo que a gente aprendeu depois que sai da faculdade. Estou pensando tanto do ponto de vista da escrita quanto da fala. Você acaba a faculdade, chega à escola, fecha a porta, tem aqueles 30 alunos ali, e você não sabe o que fazer com eles, porque o seu conhecimento tem pouquíssimo a ver com aquilo sobre o que você vai dar aula na escola. Você não vai falar das diferentes correntes historiográficas. Eu acho que isso ainda é desprezado, realmente”.
E a noticia de que  o Iphan disponibilizou em seu site uma nova ferramenta de pesquisa, a Biblioteca Geral do Patrimônio  com mais de 800 títulos que versam sobre patrimônio cultural no Brasil e no exterior.








Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigada pelo seu comentário. Lembre-se que ele passará pela minha moderação antes de ser publicado, então escreva realmente o que tiver relação com o post, mas sempre expressando sua opinião. Fica a dica.